Ítalo Calvino – O Visconde Partido ao Meio

Por Caio Lima

“Cada encontro de duas criaturas no mundo é uma dilaceração.”

Eu admiro as pessoas capazes de fazer soar simples qualquer história que contam. É sério, não existe hora ruim pra ouvi-las. Ítalo Calvino é um desses caras. É meio que uma receita de bolo: tá sem paciência, ressaca ou sem ânimo pra nada, então vai lá e pega um Calvino pra respirar, ler uma grande história e ainda tomar tapas e tapas e tapas na cara, mesmo com toda a sensibilidade que transborda desse cara. E numa situação dessas de ressaca literária que, num belo domingo, eu fui procurar O Visconde Partido ao Meio na minha prateleira.

Ítalo Calvino - O Visconde Partido ao MeioEu encaixei esse livro na categoria de “Livro Bobo” do Desafio Livrada! 2016, mas já me adianto que de bobo, em essência, o livro não tem nada. Eu já sabia o que esperar do livro, pois é de Calvino (claro!). Mas o encaixei como “Livro Bobo” pela escrita despretensiosa, simples e bem-humorada do autor. Fica aqui meu mea-culpa.

Primeira coisa: Medardo di Terralba! Você pensaria num nome melhor pra um nobre qualquer? Eu não. Não colocaria num futuro filho meu (bem futuro) pelos trocadilhos com merda, mas quem sabe num peixe beta. Estou refletindo sobre.

Enfim, o Visconde tomou um tiro de canhão no meio do peito enquanto lutava contra os turcos, em prol dos cristãos. Nessa loucura, só acharam a metade direita dele. Após recuperar-se parcialmente (porque essa é só a metade dele, sacou?), o Visconde se revela um personagem oblíquo aos olhos dos demais. Ninguém entende tanta crueldade e autoritarismo. O sentimento de revolta é crescente entre seus subordinados. É muita maldade para uma metade só.

Mas e a outra metade? A metade esquerda é bem vendedora de miçangas. Sumido pelo meio do mato, vive falando com plantas e cuidando de animais por aí. É uma parte excelente no âmago do seu ser. Ternura, arco-íris pela boca e mais miçangas no ar. Mas é tão bom que atrapalha e é tão chato que enjoa. É uma metade que gera revolta. Cansativa, superficial e suas boas intenções só interferem (muito) negativamente nas ações alheias.

“Ó Pamela, isso é o bom de ser partido ao meio: entender de cada pessoa e coisa no mundo a tristeza que cada um e cada uma sente pela própria incompletude. Eu era inteiro e não entendia, e me movia surdo e incomunicável entre as dores e feridas disseminadas por todos os lados, lá onde, inteiro, alguém ousa acreditar menos. Não só eu, Pamela, sou um ser dividido e desrraigado, mas você também, e todos. Mas, isso agora, tenho uma fraternidade que antes, inteiro, não conhecia: aquela com todas as mutilações e as faltas do mundo. Se vier comigo, Pamela, vai aprender a sofrer com os males de cada um e a tratar dos seus tratando dos deles.”

Os antagonismos que carregamos nos servem de balança e são os limitadores das ações extremas que, por ventura, somos tentados a tomar. Isso vem muito de encontro a algumas filosofias orientais. Vocês que já leram Calvino já perceberam isso nos livros dele? Talvez seja só uma impressão minha, mas fica o questionamento.

Como eu disse lá em cima, Calvino tem esse poder de simplificar as coisas. Aqui, de forma leve, bem humorada e rápida, ele nos dá uma aula de que o indivíduo é indivisível e, desta forma, não se pode defini-lo a partir de conceitos tão puramente simples como o bom e o mau. Nós temos o nosso próprio “controle de qualidade” (a não ser que você seja diagnosticado com uma patologia, claro). É uma análise do ser humano como um todo, desmistificando conceitos e julgamentos superficiais. O que acreditamos é construído dentro de bases muito profundas que, além de se interligarem, são continuamente moldadas por uma série de fatores ao longo da vida.

Um livro bem-humorado e bem levinho, mas não se esqueçam de que quem o escreveu foi Calvino. Nunca esperem nada menos que reflexões profundas durante a noite tirando seu sono e a excelência de quem entende as mazelas da alma como poucos.

Quando Nós Elitizamos a Literatura

Quando conversamos sobre a necessidade da literatura ser algo muito além do entretenimento e da composição de uma vertente da arte, a colocamos como uma porta para novas dimensões. Então, identificamos na literatura um agente de mudança. Fazemos da nobre arte uma manifestação de ideais que nos sobram e uma fonte da qual bebemos tudo o que nos falta. Assim nos utilizamos da literatura para realizar modificações de comportamento, guinadas de atitude e como forma mais fidedigna e erudita de esclarecer a própria visão de mundo que possuímos.

Mas ao utilizar a literatura como uma ferramenta que propicie toda essa mudança que desencadeia muitas das coisas faladas aqui anteriormente, há a necessidade de que essa literatura, em todos os seus níveis, seja acessível. Ser acessível implica num passeio por diversos aspectos que vão da formação do mercado editorial, passando em como o sistema de ensino trata a literatura e a formação natural do leitor, em como chegam às referências externas através da sociedade e dos meios midiáticos e no que a literatura age e transforma através dos seus diferentes aglomerados e públicos de forma efetiva.

Ao falar de referências externas através da sociedade entramos no tópico passado, que é a interação que acontece de pessoa para pessoa, o famoso conversar literatura. É a maneira mais antiga e talvez, dentro do cenário atual, a abordagem mais válida e eficiente a ser utilizada para incentivar o conhecimento, se observado o crescimento exponencial de blogs e canais do Youtube para leitores. Essa abordagem faz um bem enorme ao desmistificar e apresentar de forma muito acessível alguns níveis e dogmas literários deixados de lado ou por serem muito complicados, ou por fazer parte de uma elite literária alcançada por poucos, ou por ambas as razões.

A questão é: quanto mais regulamos a ampla passagem de informação ou ideais para um público em comum, mais limitamos nosso próprio espaço, compreendem? Toda vez que nós fazemos questão de somente dialogar com pessoas que possuem as mesmas características, que nos são comuns, impedimos o crescimento do próximo e, mais importante (e absurdo) é que ceifamos nosso próprio crescimento.

Essa elitização da literatura acaba por sobrepor e oprimir esse contato pessoa-pessoa. E algo muito curioso é que as próprias “oligarquias literárias” possuem ramificações e desmembramentos completamente distintos e divergem entre si. Desta forma, há o próprio boicote entre ases do conhecimento literário. Claro que quando há um amplo conhecimento e vivência dentro do mundo literário, essa briga toda não passa de uma guerra de egos chinfrim e mesquinha. Mas as rebarbas disso tudo respingam em nós, reles mortais desbravadores do mundo literário sem lattes ou não-inseridos-no-meio-editorial-diretamente, com pouco conhecimento de causa. E isso é grave, muito grave.

Ao criar estereótipos para leitores dessa ou daquela escola literária, desse ou daquele autor de renome, afastamos instantaneamente milhares de leitores da busca por novas referências e, naturalmente, por conhecimento. Estar inserido nesse seleto grupo e abusar da arrogância e empáfia ao discursar aos que não tiveram a oportunidade de conhecer essa esfera literária, afasta muito mais. Há uma diferença enorme entre alcançar certo nível e cativar pessoas, abrindo caminhos para que novos cheguem e alcançar certo nível e criar muros, repelindo os que podem chegar e se apropriando de um conhecimento que não lhe foi confiado para ser guardado a sete chaves, mas sim adquirido com o objetivo de aglutinar pessoas, de aumentar um círculo onde há a troca constante de conhecimento e experiência. Inclusive, nesse arremedo de apropriação indébita e egocentrismo, há uma atenuante gravíssima: a autoimposição de tantos limites e acabar se tornando obsoleto, inútil e/ou solitário.

Quando o mercado te empurra suas opções, os veículos midiáticos tentam programar suas zonas de influência, o sistema educacional inibe e repele o cultivo de um aperfeiçoamento pessoal e social e os meios de massa são amplamente tendenciosos, deveria ser algo natural que nós tentássemos criar essas aberturas para o crescimento do próximo. Dialogar com quem não conhece é, na minha humilde opinião, muito mais difícil do que dialogar com um catedrático. Cativar essa pessoa leiga é uma missão que requer talento, empatia, paciência e outros tantos valores que compõem a nobreza de espírito. Mas é através disso que vejo algumas mudanças visíveis nesse cenário hoje em dia.

Escalada Literária

“Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.”

Sigmund Freud

Conversar literatura abre espaço para uma série de interações. Obtemos pontos de vista novos e completamente diferentes, uma construção mais ampla e sólida do senso crítico e aprendemos a ouvir e interagir com o próximo. Isso tudo vem agregado, também, da busca natural por referências de novas obras e autores impulsionando a tão famosa ‘Escalada Literária’.

Tomando como ponto de partida um lugar comum, é bem natural que comecemos a ler ou quando crianças ou a partir de alguma recomendação de um livro que está vendendo muito, sendo muito comentado. Normalmente algum desses best-sellers que viram filmes e séries e possuem toda aquela estrutura enorme, mas com conteúdo bem insosso. É o que eu considero boa literatura? Não. É um começo? É. Ao começar a ler, você naturalmente sai do ponto zero. Ponto positivo.

Naturalmente, quanto mais gostamos de um assunto, mais lemos sobre. Então quanto mais Percy Jackson eu leio, por exemplo, mais obras do Rick Riordan eu irei buscar. Isso é legal? É muito legal. Mas e depois? Das duas uma: ou você vai procurar um autor que tenha escrita parecida ao Rick Riordan ou vai buscar as referências que o próprio autor usou para poder escrever seus livros, correto? Beleza, beleza, beleza. Outro ponto positivo.

Nessa busca por novas referências, pintou algum autor mais maduro, né? Bernard Cornwell, M.K. Hume, Robin Hobb, George R.R. Martin, Tolkien, Stephen King. E o que você fez? Anotou? Foi pesquisar sobre os livros? Muito bem. Ponto positivo. Mesmo assim não se sentiu seguro para arriscar na leitura? Tudo bem, sem problemas. Mas deixa lá anotadinho que uma hora você cria coragem.

Criou coragem, leu, curtiu e quer mais? Mais uma rodada de busca por referências. Mas esses autores não se limitam ao mundo da fantasia e ficção histórica. Agora começam a surgir alguns clássicos. Bram Stoker, Mary Shelley, Jane Austen, George Orwell, Aldous Huxley, Ray Bradbury, Henry James, Franz Kafka e por aí vai. Então você começa a compreender que a partir desses clássicos mais acessíveis, esses grandes autores ao escrever usavam e abusavam de referências. Um grande passo.

Ao chegar nesse ponto você já compreendeu que para escrever, deve-se ler muito. Inclusive os autores pioneiros, inovadores, passaram por todo esse processo de construção de referências a partir das leituras que fizeram ao longo da vida. Então se torna natural buscar cada vez mais referências, ser cada vez mais curioso. É perceptível como você se torna mais exigente a cada obra, não é? E sua sede natural por sempre ir mais a fundo. Isso é uma maravilha! E nem doeu. Dá pra notar as mudanças na estante, a variedade maior de livros e assuntos, em como você passa a construir teu pensamento e em como você, naturalmente, se aproxima do mundo. A literatura tem essa capacidade que transcende o puro entretenimento.

Não adianta pular de Como Eu Era Antes de Você para Graça Infinita de uma vez. Pode até ser feito, mas as dificuldades serão enormes e às vezes tão grandes que causam a interrupção da leitura e uma quebra do processo de evolução, criando bloqueios gravíssimos e dificílimos de transpor. É um trabalho árduo. Cada obra tem o seu valor, cada autor tem seu estilo de escrever e uma mensagem para passar. Ir com calma, dentro do próprio ritmo, e construir gradativamente o conhecimento necessário para ler, digerir e conseguir dialogar com qualquer autor que seja é o caminho pelo qual segui e o caminho que recomendo e tento demonstrar às pessoas. Desta forma, ler Bernard Cornwell não perde a graça mesmo quando você é capaz de ler, com plenitude de absorção, Homero. Dá pra apreciar a literatura em todos os seus níveis. Nada é nulo. Pode ser ruim, muito ruim, mas não nulo.

Essa escalada tem um tempo que é muito pessoal, mas a coleta de informações quase sempre vem do meio em que estamos inseridos. A importância de apresentar referências, de conversar sobre o que se lê e de extrair o máximo de cada obra tem o poder transformador de inspirar outros. É uma lição de empatia e humildade das maiores. Algo que muito falta hoje em dia, inclusive. Por isso, repito, sou fã de leituras coletivas (o projeto do blog tá amadurecendo) e debates. No fim, junto com a ‘Escalada Literária’, podemos praticar uma série de valores que tanto sentimos falta no cotidiano. Adquirimos o hábito de sermos cada vez mais contestadores, solícitos e compreensivos. Viu como todas as ideias até aqui se misturam? É um conjunto de ações que gera um conjunto de resultados. O pensamento é disseminar a ideia e devagarinho a gente vai colhendo os frutos.

Conversar Literatura

Por Caio Lima

“A literatura é essencialmente solidão. Escreve-se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo, o ato de leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos.”

Paul Auster

Fazemos muita questão de quantificar os livros que lemos por semana, mês e/ou ano. As pesquisas apontam que o brasileiro, em média, lê 4,5 livros por ano, um aumento de meio livro por ano referente à pesquisa realizada há quase cinco anos atrás, por exemplo. Levando-se em conta que mais da metade da população brasileira não é de leitores, sabemos que esses 4,5 livros per capita ficam distribuídos entre uma minoria. Mas normalmente essa estatística, para quem lê, é muito visual. Acabamos usando essa quantificação das leituras que fazemos como um recurso para mostrar que somos leitores ávidos, que há uma evolução natural da nossa escalada literária ou para tirar onda com os coleguinhas dos grupos das redes sociais.

Eu não me excluo do fato de ser, também, um pequeno fã de estatísticas e de ter minha tabela montada com os livros que leio durante o ano, um contador de páginas por ano desde 2011 e um contador de páginas por editoras. Estatísticas são muito úteis, sim. Por exemplo, nessa minha tabela (falarei sobre isso com mais calma em outro momento) eu descobri que quase metade de todos os livros que li foram de autores ou norte-americanos ou britânicos. Isso é muita coisa! De literatura brasileira não havia quase nada. Esses dados me deram base para que eu desse uma guinada na busca de descentralizar meus hábitos de leitura.

Eu sempre li muito mais que a média de livros lidos anualmente por brasileiro. Isso é bom, muito bom. Mas esse tipo de estatística não qualifica as leituras realizadas e não comprova que há uma fixação do que foi lido. E a literatura sem esse entendimento, essa compreensão de todo o contexto, não sobrevive. A exposição de pontos de vista diferentes dos meus acerca de algumas obras me fez abrir os olhos para um mundo completamente diferente. Isso só foi possível através de interações que passam longe da interpretação de dados estatísticos. Eu só fui capaz de identificar isso um tanto mais maduro, quando passei a frequentar clubes de livros em redes sociais, feiras, festas, debates e de levar em conta a opinião de alguns críticos não tão formais assim.

A interação pessoal complementa a literatura, bem como qualquer área da arte. A exposição de opiniões, o livre debate e a natural defesa de ideais constroem de forma natural muitos conceitos ou valores que desejamos ver aplicados dentro do nosso cotidiano. E há cada vez menos disso acontecendo atualmente. Existe um conceito que se assemelha à apropriação indébita da literatura. São, em sua grande maioria, grupos que abraçam opiniões consideradas cabíveis com a mesma facilidade e prontidão que repelem opiniões contrárias achando que há algo diferenciado entre os leitores de certo tipo de obra literária e os não-leitores destas. Vemos isso com muita frequência entre fãs de certa saga famosa versus fãs de outra saga famosa (isso já foi explicado aqui em posts anteriores). Mas é crescente, e preocupante, o distanciamento entre os leitores de clássicos, cânones e hipsters literários para o resto dos leitores, principalmente dos novos leitores.

“O declínio da literatura indica o declínio de uma nação.”

Goethe

A literatura bem feita não tem o objetivo de elitizar e construir uma redoma intelectual aos que são capazes de alcança-la (todos somos, afinal). É um meio de expor ideias, conceitos e arte e qualquer autor se utiliza da literatura para que isso chegue ao maior número possível de pessoas. Portanto, a literatura (e a arte em geral) carrega consigo a tarefa de estimular interações sociais. Os que são capazes de ler Victor Hugo devem despertar às pessoas o interesse em ler Victor Hugo, devem debater sobre Victor Hugo, devem conversar sobre Victor Hugo. Quem lê Victor Hugo pode ter dificuldades ao pegar James Joyce como próximo desafio, mas isso não implica em dois polos diferentes que são obrigados a conviver. Quem leu James Joyce também tem essa função de ajudar quem pode sentir dificuldades na sua forma reconhecidamente excêntrica de escrever e expor conceitos. Não existe o maior, o melhor, o mais. Existe o debate, a troca de ideias e o engrandecimento cultural e social gerados por conversarmos literatura.

Ninguém tem o direito de menosprezar o amigo que lê youtubers, os novos best-sellers ou livros eróticos. Existe um acesso muito facilitado a essa literatura e, repito, são portas de entrada para o meio literário a serem consideradas. O fato é que não podemos só navegar onde é mais fácil. E isso passa em como uma literatura mais elaborada é apresentada ao leitor, seja de primeira viagem ou não. Nisso estão envolvidos a família, a escola, a sociedade de uma maneira geral e os próprios meios de comunicação. Acredito que canais livres que mesmo de forma amadora (olha nóix aqui) exponham opiniões e incitem o debate livre, são profundos agentes de mudança. Tomar coragem e abrir um espaço para esse tipo de debate talvez seja uma forma de incentivar pessoas de forma efetiva a terem o hábito de conversar literatura, e não apenas quantificar livros. E adquirirmos a noção que: vergonha maior é achar que dispõe de todo o conhecimento e que não tem a obrigação, ou até mesmo necessidade, de passa-lo adiante. Subir num pedestal por gostar de livros mais complicados, de difícil acesso, não ajuda em absolutamente nada. As pessoas só saberão a diferença entre as literaturas da Kéfera e de Machado de Assis se ambos forem apresentados de forma acessível e isso depende bastante do que foi tratado nesses parágrafos aí de cima.

Inclusive, sendo profundo entusiasta de leituras coletivas e debates abertos, estou preparando um projeto de leitura coletiva. Dependendo da galera que quiser participar, tocamos o barco pra frente. Portanto, me mandem mensagens com sugestões e quanto à aceitação da ideia.

Lembrando que: os dois primeiros artigos não retratam a qualidade das obras que são lançadas, mas sim um modelo de mercado cada vez mais evidente. Óbvio que há um investimento visando à estratégia de mercado em detrimento da qualidade literária, o que culmina no surgimento de muita coisa dispensável. Mas nesse meio também se encaixam caras como Tolkien, George R. R. Martin, Stephen King e outros que eu curto bastante e tem uma extensa linha dos mais diversos artigos lançados por aí.

Vamos conversar mais literatura, galera!