BK’ – Castelos e ruínas

Por Caio Lima

Uma das principais, senão a principal, funções da arte é emocionar. E emocionar não é fazer chorar, apenas. Acho que o Guardião das Palavras, que vive no Vale das Palavras, deve chorar toda vez que vê um vocábulo tão bonito ser reduzido a algo tão superficial. E o pior, os considerados literatos, intelectuais do mais alto gabarito, são os que mais se utilizam de tal prática. Mas deixemos de lado a intelectualidade e voltemos à arte e ao que nos emociona.

Estou devendo a resenha de “Castelos e ruínas”, do BK’, há quase um ano e meio. E eu realmente tento escreve-la há quase um ano e meio. Mas nunca consegui. E antes que eu comece a falar o porquê, quero que vocês saibam que esse texto pode se aproximar muito mais de um relato que de uma resenha crítica dos “portais de rap”, que prezam por um formato engessado e copiam tudo do estrangeiro, dos formatos de reportagem até os jornalistas incompetentes.

8da4e39437ac3c204a353ac8e90977d1.960x960x1Essa caminhada com o disco começa bem antes de o disco ser lançado. Em outubro de 2015 eu ainda trabalhava, havia acabado de chegar de uma importante viagem e fazia planos ambiciosos com a grana que eu estava ganhando. Não que estivesse tudo bem. Não estava. A Camila, talvez a pessoa que eu mais confie nesse mundo, havia rompido comigo. A Carolina, por quem eu estava fascinado, partiu. As coisas em casa estavam bem esquisitas também, tudo passava por extremos. Eis que surge a Magali, uma menina de 7 anos que enfrentava um câncer no estômago em estágio avançado muito bravamente. A família, sem recursos para manter o tratamento, pedia ajuda. Eu atendi o pedido.

Em questão de meses tudo mudou. No meu “Castelos e ruínas”, as polaridades foram invertidas. O status no trabalho, o dinheiro e a importância que eu dava às coisas certas, dentro do sistema, foram rapidamente minguando. Numa série de sucessivos golpes de realidade, eu passei a priorizar o que me emocionava. Minhas relações melhoraram, consegui extirpar alguns traumas e recebi de presente uma consciência mais tranquila, com a satisfação nas coisas simples ou no que realmente vale a pena.

A Magali morreu no dia 11/03/2016. Não foi um período fácil. Por mais que eu soubesse quão remotas eram as chances de ela resistir, eu não estava preparado para quando acontecesse. Ninguém está, eu acho. Foi um período de caos. Naqueles cinco dias entre a morte da Magali e o lançamento do “Castelos e ruínas”, eu não sabia o que era castelo e o que era ruína ainda. A inversão da ordem natural das coisas nunca fez sentido na minha cabeça, mas ao mesmo tempo eu ainda creio que aquela criança cumpriu seu objetivo aqui neste plano. Os momentos de paz interior e a situação caótica da minha cabeça destravaram uma série de crises de ansiedade. Eu, sempre leitor, não sabia interpretar o que acontecia comigo.

Quando o disco foi lançado, no dia 16, fui ouvir na função de uma pessoa que acompanhou o BK’ desde o começo do começo. Meu mano (e gênio) Gabriel Marinho foi o produtor e me mostrou a guia da primeira gravação do BK’, de 2011, quando ele ainda era o Abebe Bikila e fez participação numa música do Mineiro Treze (https://www.youtube.com/watch?v=HK01xl-dZGg). Já comentávamos entre uma aula e outra sobre o futuro do rap no RJ e BK’ não era apenas mais um nome ventilado, era uma aposta séria.

Engraçado como as histórias se cruzam em linhas extremamente tênues, não?

Pelas resenhas de bar na faculdade, em 2011, até a mixtape do Néctar, “Seguimos na sombra”, em meados de 2015, a evolução e a visibilidade do seu rap foram proporcionais ao seu talento; bem como o boom que existiu com “Castelos e ruínas”. O sucesso pode vir de diferentes formas, não existe receita. Mas não é difícil adivinhar que com o talento e o constante trabalho em prol de evolução, o sucesso, além de natural, seria sólido. Mas esse texto não é sobre o BK’, necessariamente. É sobre como a arte emociona. Não se esqueçam.

Eu não quis ouvir “Visão ampla”, lançada poucas horas antes do disco completo. Esperei de forma solene que o tempo passasse, lento como só o tempo pode ser em meio a crises. São nesses momentos de espera que as verdadeiras transformações internas costumam acontecer, eu acho. A gente vai criando expectativa e se desprende um pouco da realidade, do momento. Começamos a criar um outro mundo, imaginário, que sempre nos é solícito e agradável. Ruim é quando esse mundo se perde em meio à quebra de expectativas e o encanto se rompe. As crises voltam mais intensas e repelem a felicidade de uma forma tão violenta, que se acontecem de forma sucessiva nem Dante conseguiria criar um inferno para tal. Felizmente, esse não foi o caso.

Arte é uma forma de diálogo. E, por mais incrível que pareça, o rap praticado aqui no Brasil desde 2013 carece de MC’s que saibam puxar assunto. Ao ouvir o disco pela primeira vez, eu simplesmente me empolguei. É um baita disco! Para mim, um clássico! E fui ouvir de novo, de novo e mais outras incontáveis vezes. Quão maior era o mergulho dentro do disco, com mais afinco eu estudava o contexto, a técnica, a construção toda. Não demorou muito para que eu tivesse destrinchado o “Castelos e ruínas” do BK’. E adianto que esse não é, definitivamente, um disco simples.

Um momento na programação: não, eu não vou dizer que esse disco foi feito para mim e que me fez mudar de vida. Repito, eu não faço parte dos portais de rap que vocês amam e seguem! Isso é de uma desonestidade com o leitor sem tamanho e, bom, eu sei muito bem o que escrevo e onde quero chegar com isso!

O ponto é que a arte, quando abre o diálogo, engana. Minhas constantes anotações traduziam o meu olhar sobre um disco que estava falando comigo. Eram meus castelos e minhas ruínas anotados. O envolvimento com a arte faz com que olhemos para dentro do nosso próprio universo. E, de imaginário por conta das expectativas criadas, se torna um mundo real. Não, nada melhorou. Mas eu entendi o que era ruína e o que era castelo dentro daquele momento turvo. É bom saber quais armas eu tinha e contra qual inimigo eu estava lutando, é claro. Só que não adiantou muito, já que eu não sabia o que fazer. Entendem como a arte mexe com o emocional e o emocional não quer dizer que seja algo necessariamente bom? Olha só a merda em que eu me meti.

Enquanto eu não achava as respostas para melhorar meu momento, eu seguia ouvindo “Castelos e ruínas” e fazendo um diário das minhas conversas com BK’ e comigo mesmo. Às voltas com uma faculdade que me cansa profundamente (e causa tédio), um trabalho que, além de não me valorizar, ainda atrasava os salários e as demais obrigações da vida adulta, até meus motivos literários giravam em torno dessa pesquisa de campo em mim mesmo. Logo, escrever não era mais uma tentativa de descobrir, e sim mais um motivo.

O disco, como todo bom MC gosta de dizer, é como um livro. E os motivos literários que cercam “Castelos e ruínas” não são tão óbvios assim. Existem muito mais elementos que os simples altos e baixos exemplificados em resenhas por aí e pelo próprio BK’, tentando encurtar entrevistas. Ouçam atentamente. O amor, a morte e as ruas são dúbios, não duplos. Não existem extremos perfeitos que não sejam prisões. A gente demora a entender esse negócio, mas é real. Não adianta ter um castelo que te sirva de prisão. Da mesma forma, ruínas tem seu charme e atraem. Não pelas joias, relíquias ou algo de valor material. Falo da força de uma história a ser contada, recontada e reerguida.

Todo esse processo literário e de interpretação do que eu mesmo anotava dentro de todo o conceito do disco, é transcrito nos meus textos aqui pelo Rede de Intrigas. Essa capacidade de reproduzir ideias dentro de universos próprios, de dialogar com mortos e de me colocar como centro de uma obra sem me apropriar dela.

Mas toda vez que eu tentava escrever sobre “Castelos e ruínas”, travava. Algumas situações são fortes demais para que sejam apenas escritas. Eu anotei tanto, escrevi tanto, li tanto. E simplesmente não conseguia, por quê? A arte me afastou de mim durante muito tempo nesse processo. Meus motivos para escrever não eram pessoais ou românticos, eram fuga. São as peças que a arte prega. Eram meus castelos e ruínas mostrando sua dubiedade na prática. A vida é uma grande obra literária, afinal.

Tanto foi assim que, para vocês terem uma noção, eu cheguei a comprar ingressos para o show do BK’ três vezes e não fui. Isso sem contar as vezes que desistia de ir (pelo menos nessas eu não perdi dinheiro). Eu não estava pronto para me colocar à prova desse jeito. Pior, eu descobri que nunca estaria pronto se não me dispusesse a reerguer a história dessas ruínas que eu tinha nas mãos. É um processo trabalhoso no meio de um ciclo triste, estranho e desgastante. Até descobrir que nunca se sabe se está pronto ou não. Ou você aguenta a porrada, ou sucumbe. A vida não é muito paciente com quem fica se preparando a vida inteira. Já que eu estava no inferno, me dei um abraço.

Foi um longo processo até eu decidir largar toda a minha preparação para a Flip e subir até Petrópolis para, finalmente, assistir um show do BK’ com seu “Castelos e ruínas”. Foi no dia 22/07, não faz muito tempo. Sozinho, apenas bebendo água e tendo que encarar um bando de adolescentes insuportáveis achando que são adultos porque vão numa balada classe média do centro da cidade. Mas nem isso me irritou ou me fez repensar. Eu estava lá para ver o show de “Castelos e ruínas”. E vi. Fiquei no fundo da boate, com uma garrafa d’água, isolado. Não dava para ver tanta coisa do palco, então fechei os olhos. “Sigo na sombra” começou a tocar e as memórias retornaram. Mais uma vez mergulhei nelas. Impossível não me emocionar. Apenas deixei que a clareza do momento fosse bagunçada por todo o processo até conseguir chegar ali.

Um ciclo foi fechado e quando eu coloco “Castelos e ruínas” para tocar, as memórias que habitam minha mente não deixam com que eu me perca mais. Eu não me aproprio da realidade alheia para escrever minha própria história. Acho que não preciso disso mais e dá para perceber por esse texto. Não que eu tenha me encontrado, a busca é um presente vitalício.  É complicado entender a dinâmica da vida e das coisas que você tem que correr atrás. Oportunidade, momento e percepção são coisas que precisam andar juntas, mas tal qual as histórias que se entrelaçam aqui, todas elas são unidas por linhas tênues. Tênues como a linha da vida. Das vidas que se foram e das que ficaram, resta saber o que fazer com o que sobra disso tudo.

Se isso é uma resenha? Claro que é! Leiam com atenção. Tudo o que vocês precisam saber sobre as técnicas que o BK’ usa, eu utilizei ao escrever. O enredo do disco também está aí. Vocês sabem que o disco é um clássico instantâneo. Me ajuda! Aprendam a ler e saiam da bolha, camaradas. Está tudo aí.

Se isso é um relato da minha vida? Claro que é! Não sei o que vocês vão extrair desse texto, porém, pela primeira vez, estou criando a expectativa de que olhem de forma muito diferente para a arte. Se eu não tivesse reconhecido tudo o que havia ao meu redor, a Magali não teria me colocado nessa rota de colisão com minhas próprias crenças e eu não teria feito das minhas ruínas a minha história mais bonita. Sou dono das minhas memórias e construí meu presente através delas. De ruínas para castelos que ninguém é capaz de tocar, mas sempre compartilhados com todos os bons.

Se isso é uma homenagem? Claro que é! Infelizmente não citei todas as pessoas que me ajudaram nesse processo. E muitas das que citei não poderão ver, em especial minha pequena Magali e a Carolina. Mas todos que fazem parte do processo sabem que são contemplados nessas linhas. Foi um processo longo e, bom, quem sabe, sabe.

Finalmente eu estou subindo pro meu nome ser eterno igual pixo.

Descanse em paz, mestre Luiz Melodia.

Review lírico: Djonga – Heresia

Por Caio Lima

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A concepção de um projeto é um mundo à parte. Tentar compreender o disco dentro do que está registrado pelo MC e do que eu sinto, é mergulhar nesse mundo e permitir que as ideias e pensamentos fluam livremente. Por isso não acredito em resenhas que saem após uma semana do lançamento do disco, principalmente se é de um MC que tem consistência e relevância líricas.

Se me dissessem que após dois meses de lançado o álbum Heresia sumiria tão rápido das discussões de internet, eu não acreditaria. Não é um sumiço do tipo “ninguém fala mais sobre”. As pessoas falam, mas o que mais se vê é: “é bom, mas está abaixo do que eu esperava” ou “ele manda bem, mas é muito repetitivo nas referências e punchlines, sempre com o mesmo flow e isso cansa” ou “não entendi o porquê do Djonga ter feito um álbum tão rápido e lançado assim, seria melhor se tivesse lançado um Castelos & Ruínas (BK’) mesmo demorando mais tempo”.

Quando pensamos sobre arte, não me parece ser agradável tornar-se senso comum. Principalmente quando você lança um álbum. Mais ainda quando você lança seu primeiro álbum e enxerga o hype mudar de direção de forma bastante brusca. O Djonga continua sendo o Djonga, porém, o hype criado em torno da imagem do Djonga vem acompanhado de expectativas dentro de um universo fechado, de um padrão. E, se o MC decide sair desse universo, o peso desse senso comum ainda fala mais alto entre o público. Mais alto do que a própria arte. O que me fez refletir sobre o que representa Heresia.

Djonga aproveitou o status de revelação que conquistou e, ciente do impacto que causou na cena, acelerou o processo para fazer seu disco solo antes mesmo de qualquer trabalho fechado com seu grupo de origem, o DV Tribo (leiam com a voz da Clara Lima). É uma jogada de risco. Mas big playaz assumem riscos, certo? Não é um disco perfeito. Não vejo que esse disco tenha nascido para ser perfeito. Ele mais me parece uma transição de ciclos de uma mente que ainda não assimilou exatamente tudo o que é capaz de fazer.

Eu notei a repetição de algumas técnicas de escrita ao longo do disco e, sinceramente, não me incomodou. Também não acho que o tom do disco foi tão monocórdio quanto falam. Heresia está muito longe de ser algo reto. Djonga tem boas alterações de flow, na maior parte do tempo bastante sutis, priorizando a construção da ideia. É uma questão de escolha, pura e simplesmente. Se lançado em 2015, ninguém usaria o excesso de punchlines para justificar qualquer desagrado com a obra. Me preocupa esse zelo pela parte técnica de quem nunca escreveu uma linha ou pior, de quem não tem propriedade sobre o que escreve.

Temos um disco de papo reto aqui. Não tem um bate-cabeça igual “Vida lixo” ou qualquer coisa mais dançante. Nem o que seria uma lovesong é uma lovesong de verdade. São faixas conflituosas, confusas, com “excesso de informação”, profundas e muito bem escritas. Sim, isso é possível. Talvez não seja explicável, mas é possível.

O que é memorável nesse disco, também é o que não o dá o status de perfeito, tornando a análise ainda mais desafiadora. Durante todo o processo de escrita Djonga quer se mostrar preparado para encarar um novo ciclo de sua vida; como pai, referência dessa nova geração de MC’s ou exercendo algum tipo de ativismo, por exemplo. Isso fica muito claro nas letras mais lineares, ou não tão conflituosas, que o disco possui: Corre das notas, Santa ceia e O mundo é nosso. Aqui ele dá passos à frente e assume com autoridade sua postura em cada aspecto que aborda.

Porém, ele não consegue fechar o ciclo em que suas ações se concentravam antes de aparecer como Djonga, o MC, de fato. Djonga não é um alterego do Gustavo, não podemos dividir as coisas assim (o que tornaria tudo mais simples). Existe um processo de transição conturbado aqui. Talvez uma transição que, mesmo após o disco lançado, não tenha sido concluída completamente.

Fora as três músicas supracitadas e o interlúdio do FBC, que é genial (!!!), todas as outras faixas giram em torno desse entreciclos que Djonga, ao que me parece, vivia enquanto compunha e produzia seu disco. São músicas com altos e baixos, que vão revezando a forma de tratar a passagem do tempo e tem cortes muito bruscos. O refrão de Geminiano ilustra bem o que é essa transição do Djonga: “Na real, se era pra ser/Ou não/Não quero ela por perto/Só que não quero ela longe, não/Na real, se era pra ser/Sei não/Não quero ela por perto/Difícil é querer ela longe, irmão”.

Não é o efeito do duplo que mora nessas linhas. São manifestações confusas de alguém que sabe que precisa mudar, porém não sabe a medida da mudança que precisa fazer, sacam? Um exemplo claro disso é continuar a analisar como Djonga trata seus relacionamentos com mulheres durante o disco. Algumas faixas agressivas, outras onde ele é mais condescendente. O equilíbrio entre essas tratativas, a maneira certa de abordar sem perder sua identidade; é profunda demais essa parada. E confusa. São manifestações que se ramificam sobre qualquer aspecto que ele abordou no Heresia, do racismo até o rap game.

A segurança de reconhecer ser dono de um potencial enorme, mas não saber até onde esse potencial pode ser destravado e, mais importante, onde esse potencial pode leva-lo. Isso não causa em vocês a sensação de precisar decidir? A necessidade de se posicionar de forma enfática? É dentro de conflitos assim que nascem as outras faixas do disco; como Esquimó, a melhor do disco e uma das melhores músicas do ano de longe.

Quanto às referências, punchlines e o estilo desbocado de rimar, esse é o estilo do cara. Não vou ficar analisando a capa do disco ou as vezes que ele cita Racionais. O Genius está aí exatamente para satisfazer essa ânsia de vocês. Só acrescento uma coisa: todo esse emaranhado de referências cai sobre a própria personalidade do Djonga. Se não fosse por isso, nenhuma delas faria sentido.

Entre a confusão e a conclusão, Heresia é grandioso. Retrata uma fase muito singular do artista e, principalmente, da pessoa. Revelar o emaranhado dos seus pensamentos é um ato de coragem numa cena que cresce cheia de pessoas que não se colocam em xeque. E como o próprio Djonga diz: “Aquele cheque precisa ser assinado/Quem tá com a moral em xeque, precisa ser perdoado”. Não há mal nenhum em ser quem é, mesmo que você não saiba que caminhos tomar. Grandes jogadas são feitas por grandes jogadores. Passem a 10 para ele.

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